quinta-feira, 7 de julho de 2016
As consequências ecumênicas da paz
quinta-feira, 30 de junho de 2016
A linguagem do amor
Neste contexto, compete a todos os cristãos pensar claramente sobre tais questões e fazer essa separação entre a resposta pastoral e o cuidado pelo indivíduo que luta com problemas de sexualidade e as ambições sociais mais amplas de um movimento que tem um interesse pessoal em negar qualquer distinção entre o pessoal e o político. Fracassar em fazer essa distinção e demonstrar sua importância crucial provar-se-á, com o tempo, desastroso para a liberdade de todos. Pois quem, em seu perfeito juízo, se oporia ao amor?
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Política não é o evangelho
Em "O Príncipe Caspian", quarto livro das Crônicas de Nárnia, há uma passagem que creio ser digna de reflexão para nós, cristãos, neste momento crucial que se aproxima: o domingo do impeachment.
Havia muito que "Nárnia era um país triste [mas o brasileiro é um povo alegre, dizem], com impostos excessivamente pesados [temos uma das cargas tributárias mais altas do mundo], leis severas [menos para os bandidos, claro] e um rei muito cruel [no nosso caso, uma louca, mesmo]". Miraz, tio de Caspian, havia usurpado o trono do seu sobrinho. Mas agora, graças à vinda dos Pavensie (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), Caspian estava decidido a tomá-lo de volta.
Na caverna mágica do centro do Monte, Caspian reuniu, então, um "Conselho de Guerra" composto por Cornelius (não o Van Til, mas o texugo), Nikabrik e Trumpkin. No centro da caverna estava a Mesa de Pedra onde Aslam havia sido sacrificado — digo, onde voluntariamente se sacrificou. Porém, "o Conselho não se reunira à volta da Mesa, nem estava fazendo uso desta — o seu caráter sagrado tornava-a imprópria para fins vulgares".
Muito pior que qualquer gestão de esquerda, a nossa maior tragédia como cristãos será substituir a Cruz pelos ídolos políticos, depositando a nossa esperança nos homens em vez de em Deus (Pv 29.26). A ala “progressista” do cristianismo já fez isso em sua subserviência ao deus-Estado, com direito a manifesto contra aquilo que estão chamando de “golpe contra a democracia”. Mas engana-se quem pensa que a ala conservadora — especialmente uma que se diz a "Nova" alguma coisa — está muito longe de curvar-se a algum outro tipo de deus. Ela o faz quando deixa de crer que “a justiça vem do Senhor” e passa a confiar, quase que cegamente, em qualquer um que se pretenda o novo messias político do país (um proeminente pensador aí já falou que o Brasil só voltará a ser feliz de novo quando se ver livre do PT, como se tudo fosse uma questão política. Coitado).
É claro que não há qualquer discurso entreguista aqui. A nossa parte precisa ser feita. É o próprio Rei Pedro quem diz mais tarde que "não sabemos quando Aslam intervirá; será quando ele achar melhor. Entretanto, sem dúvida, o seu desejo é que façamos antes o que pudermos". Só não podemos seguir a sugestão de Nikabrik e pedir ajuda à Feiticeira Branca.
Por último, é bom lembrar que “Aslam não é um leão domesticado”: ele é quem “remove reis e estabelece reis” (Dn 2.21) na medida e momento em que lhe aprouver. Que o PT cairá eu não tenho a menor dúvida – embora não saiba com cem por cento de certeza se será já, ainda que ansiando por isso —, mas descansemos em Deus e não percamos de vista que a nossa verdadeira Pátria é de outra ordem.
Política não é o evangelho.
quarta-feira, 30 de março de 2016
A voz da salvação (Provérbios 1.20-33)
A sabedoria clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras: Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, odiareis o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras (Provérbios 1:20-23 - Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Como falar de governo civil e política para os seus filhos?
2. O que fez o rei Acabe? (1 Rs 21.1-18);
3. O que fez o rei Roboão? (1 Rs 12.1-19);
4. As três esferas de poder dos EUA;
5. Comunismo;
6. Conservadores;
7. Liberais.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Você não pode dominar o orgulho
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Educação clássica e cristã
A grande dificuldade em prover nossos filhos com uma educação clássica e cristã é semelhante à dificuldade que a água tem em correr ladeira acima. Tenho procurado encorajar os envolvidos nesta tarefa com a observação de que todos estamos tentando oferecer uma educação que nenhum de nós recebeu. Então, a primeira dificuldade em fazer isto é reconhecer a sua impossibilidade. Depois, tudo se torna fácil. quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
14 razões para memorizar um livro inteiro da Bíblia
segunda-feira, 29 de junho de 2015
O assim chamado "casamento homossexual" – lamentando a nova calamidade
Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (1 Coríntios 6.11).
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Deus, os cristãos e a causa do pobre
Será que Deus não detesta ver os ricos em bons hospitais enquanto os pobres estão nos corredores e nas filas de cirurgias? Será que o Justo Juiz não se ira com o mal cheiro do esgoto a céu aberto das favelas enquanto os ricos sentem o cheiro do mar em seus apartamentos de zona sul? Será que o Soberano não abomina a disputa dos ricos bem instruídos com os pobres semi-analfabetos? Será que O Todo-Poderoso não ri ao ver tantos cristãos brasileiros com síndrome de europeísmo defendendo o estado mínimo em um pais em que tantos sobrevivem sem o mínimo de dignidade? Não vamos entregar o cuidado com os pobres ao marxismo. Nem vamos ser orgulhosos ao dizer: "cuidar dos pobres é tarefa exclusiva da Igreja, o estado não tem que se meter". Este é um valor cristão por excelência.
"Será que o Justo Juiz não se ira com o mal cheiro do esgoto a céu aberto das favelas enquanto os ricos sentem o cheiro do mar em seus apartamentos de zona sul?" - pergunta pra Regina Casé se ele troca seu apartamento no Leblon por uma casa na favela, que ela tanto diz adorar.
"Será que o Soberano não abomina a disputa dos ricos bem instruídos com os pobres semi-analfabetos?" - pergunta pro Ministro da Educação se o filho dele estuda em escola pública e quantos pobres ele deixou para trás na prova do vestibular.
Aí você me pergunta: "mas o Lula, a Regina Casé e o Ministro da Educação estão errados em querer o melhor para si?" E eu respondo: mas é claro que não! Estão absolutamente certos (desde que não seja feito às expensas do erário público, no caso dos políticos). Ora, se você tem condições de pagar por um serviço caro mas de qualidade, qual a razão de preferir o serviço barato (ou "de graça") e de péssima qualidade? Você vai mesmo preferir morrer porque "oh, há alguém morrendo neste exato instante na fila do SUS e eu preciso ser solidário a ele" (como a Yasmin Brunet, que disse que come pouco porque pensa nos milhões de famintos desse mundo)? Isso é contrassenso, para não dizer estupidez. E vou além: é pecado, pois viola o 6º mandamento ("Não matarás"). No caso dos figurões que citei, nem é preciso chegar ao contrassenso ou à estupidez, porque isso, posso garantir, é a últma coisa que lhes acomete. O problema dessa gente é mesmo a hipocrisia. Esse é o grande problema com a esquerda caviar.
Mas tem outra coisa para se pensar a partir dessas suas perguntas. Aliás, três coisas. Primeiro: gerir uma universidade cristã - de onde sairão os futuros médicos, professores, advogados, engenheiros e etc. - também conta como um "chamado para o pobre" ou só os que se enfurnam nas favelas é que são chamados para esta graça?
Segundo: riqueza, bem-estar e conforto são coisas que existem "in natura" ou são coisas que se produzem e conquistam (lembre da escassez a que o homem foi reduzido e condenado após a Queda)?
Terceiro: de quem é a culpa por toda essa desigualdade? Adianto que a esquerda dirá que toda a culpa é da "burguesia", e nunca, absolutamente nunca do próprio pobre. E como a meritocracia é um conceito "burguês-capitalista-opressor", a sua (da esquerda) proposta será sempre a de nivelar a todos. E do que ela precisa para isso? De um estado gigante e altamente interventor (o contrário do "estado mínimo"), o qual possa atuar como o "distribuidor de justiça". O grande problema com isso é que esse modelo político-econômico se mostrou e tem se mostrado um completo fracasso onde quer que tenha sido implantado, inclusive com o prejuízo de milhões de vidas - principalmente a dos pobres, público para quem ele pretensamente veio. Irônico, não?
Dizer que "cuidar dos pobres é tarefa exclusiva da Igreja, o estado não tem que se meter" não é questão de orgulho, mas de ser bíblico. Olhe para Atos 6 e veja se os apóstolos recorreram ao estado para socorrer as suas viúvas e órfãos. Em vez disso, diáconos foram instituídos para esse serviço. Aliás, não vejo qualquer pista bíblica no sentido de que o estado deve assumir para si essa função da caridade. Sua função está bem delineada em Romanos 13: o poder da espada. É com isso que ele deve se ocupar. E, como diria Fréderic Bastiat, o que precisamos é "não esperar senão duas coisas do Estado: Liberdade e Segurança, e ter bem claro que não se poderia pedir mais uma terceira coisa, sob o risco de perder as outras duas". Os totalitarismos estão aí para provar essa verdade. Não entregar os pobres ao marxismo é exatamente não entregá-los ao estado.







