SDG!
terça-feira, 26 de abril de 2011
O "pressuposicionalismo" que eu não quero
SDG!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Sobre tombos, ameaças de demissão e as orações dos santos
Tudo isso aconteceu a poucos minutos da reunião de doutrina aqui da nossa igreja, onde estou trazendo os estudos. Confesso que fiquei desorientado. Orei para que Deus tivesse misericórdia da irmã que levou um tombo, do meu irmão que foi lesado, e de mim, que estava prestes a ministrar a Palavra. Chegando à igreja, orei com os irmãos por essas e outras causas. E posso dizer que Deus nos ouviu! Fui visitar a irmã que tomou um corte, e ela passava bem (sim, ela já é de certa idade). Quanto a meu irmão, acabei de ligar pra ele, ele me disse que está confirmado no emprego.
Soli Deo Gloria!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O discipulado cristão e a Missão Pressuposicionalista
Sem dúvida, foi lamentável o fato de que os nossos “pensadores” cristãos, antes que a mudança se instalasse [a mudança do paradigma lógico para o dialético] e que o despenhadeiro fosse estabelecido, não tenham ensinado e pregado com base em uma clara compreensão das pressuposições. Tivessem eles agido assim, não teriam sido tomados de surpresa e poderiam ter ajudado os jovens a enfrentar suas dificuldades. Mas a maior ironia de tudo isso é o fato de que, mesmo agora, anos depois de a mudança se completar, muitos cristãos ainda não sabem o que está acontecendo. E isso se deve ao simples fato de que continuam não sendo instruídos acerca da importância de pensar em termos de pressuposições, especialmente no que diz respeito à verdade.
O texto supracitado é de um dos grandes apologistas reformados que o século XX conheceu: Francis Schaeffer[1]. E o tomo emprestado aqui porque penso que ele resume e justifica muito bem a proposta implícita no título deste post. É simples, meus caros: Jesus nos chamou não apenas para sermos, mas também para fazermos discípulos. Como? Indo e pregando o evangelho (Mc 16.15; Mt 28.18-20). Foi este o meio ordinário, a “metodologia” que Deus escolheu para arrebanhar os seus eleitos. Do “ide” deduzimos que o cristão deve negar-se a si mesmo (sim, nossa natureza carnal e preguiçosa não quer ir nunca) e obedecer ao imperativo divino; do “pregai”, que ele deve, como arauto que é, anunciar somente aquilo que recebeu do seu Senhor (cf. 1 Co 11.23); e do “fazei” que, de certa forma, este mesmo arauto deve estabelecer de uma vez por todas, para quem o ouvir, as condições e implicações da mensagem que ele está anunciando. Isso fará com que as pessoas percebam que a mensagem que está sendo anunciada se alicerça não apenas na experiência de quem a vive, mas sobretudo na razão de ser da própria mensagem em si, que é lógica e verdadeira por si só – pois, como diria Calvino, “a verdade está livre de toda dúvida, visto que, sem nenhuma ajuda, ela é suficiente para manter-se”. Isso me leva a crer, portanto, que a única razão realmente válida para alguém se tornar cristão é que o Cristianismo é a Verdade; que está ancorado num alicerce racional, não apenas experimental; e que perto dele as outras “verdades” são reduzidas a nada.
Isto posto, entendo que não há como comunicar fiel e verdadeiramente o evangelho sem que haja confronto, visto que o arauto deve ser fiel tanto no sentido de pregar somente aquilo que recebeu quanto no sentido de anunciar “todo o desígnio de Deus” (At 20.27), sem se envergonhar disso (cf. Rm 1.16). Ou seja: nada ele adultera; nada ele omite. O arauto deve saber que o erro precisa ser demolido e esfarelado, não tolerado. Se é Deus mesmo quem diz que sua Palavra é o “martelo que esmiúça a penha” (Jr 23.29), seus servos não tem o direto de usá-la em uma guerra de travesseiros idiota contra os escarnecedores. Definitivamente, não há a mínima possibilidade de negociação entre a mente perfeita de um Deus santo e a mente decaída de um homem falido. Só uma das duas pode ser verdadeira, visto que mutuamente se excluem. Para o apóstolo Paulo, “seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem” (Rm 3.4). A essa forma “beligerante” de apologética damos o nome de pressuposicionalismo. Partindo do pressuposto de que “a Escritura não pode falhar” (Jo 10.35), o cristão primeiramente ataca e destrói as falsas pressuposições que estruturam o pensamento dos incrédulos para depois lhes apresentar o Evangelho como a única “verdade verdadeira” – portanto, a única esperança –, como faziam os apóstolos (cf. At 17.16-34) e o próprio Jesus (Mt 21.23-27; Lc 10.25-37). Aliás, o próprio Deus age isso também, demolindo a estrutura de pensamento das criaturas finitas. Jó é quem nos garante: “Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (Jó 5.13).
Mas infelizmente, como Schaeffer já se antecipou em apontar, muitos crentes hoje já não sabem mais por onde começar; estão confusos, mesmo tendo provas suficientes de que o mundo em que vivemos está mergulhado num terrível caos de ordem intelectual, moral e espiritual. Isso deveria fazer com que eles se engajassem naquilo que eu chamaria de Missão Pressuposicionalista, mas não é isso o que acontece. Não me admira o fato de que muitos estejam comprometidos com a agenda do relativismo, do politicamente correto, da tolerância. Não me admira o fato de que eles queiram “paz”, e não guerra. Mas eles esquecem de que foram arregimentados para a guerra; a maior das guerras: a guerra pela Verdade. Mas o fato é que muitos ainda não se deram conta disso. Como bem disse o profeta Jeremias, eles “curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz” (Jr 6.14). É por essas e outras que eu não consigo aceitar que tantos que dizem amar a Verdade sejam tão apáticos e omissos em defendê-la. Se estão mesmo sentados aos pés de Cristo, deveriam ao menos perceber quando Lhe ferem o calcanhar! Mas nem isso fazem. Parecem mais os discípulos no Getsêmani: dorminhocos, fracos, de “olhos pesados”; incapazes de observar que “o traidor se aproxima” (Mt 26.36-46). Não deve ser essa a postura daqueles que são santificados pela Palavra da verdade (cf. Jo 17.17).
Como cristãos que amam a verdade acima de todas as coisas, devemos estar preparados não apenas para falar do amor de Deus, mas para explicar porque esse amor é verdadeiro. Quando alguém nos questiona o porquê da nossa fé e porque ele também deve crer em Cristo, devemos estar prontos não apenas para convocá-lo ao arrependimento, mas também para lhe mostrar de forma razoável a necessidade disso tudo. Até podemos nos despedir dos incrédulos deixando-lhes a impressão de que somos loucos, é verdade (uma vez que a pregação é mesmo loucura para os que se perdem), mas não podemos usar isso como uma desculpa para a nossa preguiça intelectual. Deus não nos chamou para sermos suicidas intelectuais – para “cortar o galho em que estamos sentados” –, mas para santificar a Cristo como Senhor em nosso coração, “estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). Agindo dessa maneira, estaremos agradando Àquele que nos confiou a sublime missão de levar a Sua liberdade aos cativos.
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 5.14-17).
A Armadura está aí. Cabe a cada um de nós, soldados-discípulos, vesti-la e nos engajarmos no combate. A “Missão Pressuposicionalista” nos espera. Avante, pois!
Soli Deo Gloria!
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Sobre o (estranho) hábito de comer sofás
Um retrato pra lá de inusitado da nossa geração! ou seja, nossa falácia, nossa suposta erudição, nosso autodeterminismo, a nossa arrogante ideia de q somos seres evoluídos, que não precisamos mais de um Deus, é como a doideira dessa dona, nada mais q se empanturrar de inutilidade e destruímos o lugar onde sentamos... o tombo será inevitável!
Valeu, Esli! E Soli Deo Gloria!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Panorama de 1ª João - Sermão
Soli Deo Gloria!
sexta-feira, 25 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Lulu Santos e o Novo Calvinismo
Sem querer aumentar ainda mais o celeuma em torno das fervorosas discussões sobre o Novo Calvinismo (NC), e já correndo o risco de ser considerado como alguém totalmente avesso ao movimento (o que não é verdade, evidentemente), vou revelar aqui uma brincadeira que fiz alhures (via chat) com alguns colegas quando me referi àquela que poderia ser a modinha dos novos calvinistas. Trata-se da música O último romântico, de Lulu Santos, que assim reza em seus versos iniciais:
Faltava abandonar a velha escola/ tomar o mundo feito Coca-Cola.
É claro que não se trata de nenhuma análise “séria” do movimento, haja vista o elemento lúdico embutido na própria comparação em si. Sim, fiz isso mais como quebra-gelo mesmo, e até pensei se valeria a pena mesmo o post. Mas em que se pese essa proposta de ruptura com as velhas formas (ou, o velho modus operandi, de repente) e a consequente propagação de uma mensagem mais contextualizada para a cultura na qual está inserida – o ser “missional”, no caso do NC –, penso que a relação que fiz tem lá a sua validade, o que torna o este post, digamos, “publicável”, segundo penso.
Mas se é pra falar de coisa séria, aqui vai uma crítica. E mais uma vez me aproprio da deixa do Lulu, só que agora no que tange ao romantismo. Tenho notado que alguns irmãos que se identificam com o NC tem se deixado levar por uma postura quase acrítica quanto ao movimento, o que faz com que se irritem facilmente quando alguém questiona certos pontos de suas perspectivas. E o pior é que não são exclusivamente os ditos “neopuritanos” quem levantam as questões, mas até mesmo gente que está mais próxima do arraial do Piper do que do arraial do Peter Masters. E é justamente isso o que me preocupa, pois a impressão que tenho é que muitos estão simplesmente pegando arrego numa onda que nem bem sabem o que é, mas que já se apressam em defendê-la com unhas e dentes. Temo também que essa atitude irrefletida de alguns, somada aos seus ânimos acirrados pela "oposição", possa interferir de forma trágica no resultado pretendido por eles próprios, o que não seria nada bom para o calvinismo no Brasil. Para que seja um movimento realmente frutífero e duradouro [olha eu palpitando aí, gente!] – e não apenas um modismo –, é preciso que os novos calvinistas juntem o ouro, a prata e as pedras preciosas do que há de melhor na tradição reformada, largando de mão as madeiras, fenos e palhas de nossos modelos equivocados (cf. 1 Co 3.10-15). É necessário também que se vá com calma, muita calma, para que a noiva não se canse antes do baile.
É por essas e outras que tenho me recolhido ao silêncio nesses dias. Ainda preciso ler muito sobre o assunto para poder me definir como “a” ou “b”, se é que o farei. Mas de uma coisa eu sei: que a Fé Reformada é muito maior do que o Velho ou o Novo calvinismos. Maior até do que o próprio Calvino, como eu já disse alhures. E se porventura estivermos procurando estabelecer A ou B como o padrão último do que venha a ser um verdadeiro reformado, de modo que rompamos com as Escrituras e com a fé legada pelos nosso pais, então seremos achados não apenas os últimos românticos, mas também como os últimos tolos (isto se não deixarmos o mau exemplo para as futuras gerações, que também poderão continuar endossando essa nossa tolice). Que Deus nos dê discernimento!
Soli Deo Gloria!



